Município de Alijó


Dia da Liberdade: 46º aniversário do 25 de abril

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O 46º aniversário da Revolução dos Cravos assinala-se hoje, em circunstâncias excecionais. Ainda que distantes e porque não podemos esquecer o 25 de abril, juntamo-nos simbolicamente para celebrar a Liberdade.

Partilhamos as habituais intervenções feitas nesta data pelo Presidente da Assembleia Municipal, Presidente da Câmara e representantes dos partidos com assento na Assembleia.

- PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ALIJÓ, JOSÉ ALBERTO QUEIRÓS CANELAS -

Caras e caros munícipes.

Comemorar o 25 de Abril, é um dever, porque representa um marco, uma viragem histórica de Portugal, para a democracia e para o desenvolvimento.

O tempo e a indiferença se vêm encarregando de diluir as conquistas obtidas com a revolução de 1974.

As novas gerações desconhecem as causas que levaram à revolução e por isso não valorizam as benesses de que hoje usufruem.

Por desígnios que desconheço, estamos perante uma das maiores crises do país, com contornos e impactos sociais e económicos imprevisíveis, que nos impede de fazer as comemorações com as honras devidas, mas façamo-lo com a dignidade que nos merece. É isto que hoje faço, com esta mensagem.

É neste contexto de pandemia - a Covid 19 - que vos quero recordar algumas das conquistas básicas do 25 de Abril de 1974 para além da democracia, a criação do Serviço Nacional de Saúde e do Poder Local.

Em 1979 com a publicação da Lei n.o 56/79, a criação do Serviço Nacional de Saúde (o SNS) veio marcar o “nascimento” do sistema nacional de saúde, assegurando o acesso universal, compreensivo e tendencialmente gratuito, a cuidados de saúde.

Hoje, pelas razões apontadas, o SNS – essa conquista de Abril – que muitos procuraram denegrir e secundarizar, tornou-se mais visível e indispensável, constituindo o exército que “sem armas” foi chamado a combater este inimigo comum e sem rosto. São os seus/nossos profissionais de saúde que estão na linha da frente desse combate.

Hoje, perante os factos, repito, não podemos pactuar com aqueles que por interesses económicos vêm defendendo a privatização da saúde. O SNS não pode, a exemplo de outros países, tornar-se no sistema de saúde dos mais desfavorecidos. O SNS é uma conquista dos portugueses e para benefício de todos.

Para os profissionais de saúde, para o SNS, vai o meu reconhecimento pelo trabalho que prestam ao país e, em especial, aos profissionais do nosso Centro Hospitalar, em Vila Real (CHTMAD).

Não quero deixar de mencionar os trabalhadores dos Lares e Residências Seniores – estruturas sociais especialmente atingidas no país, por esta epidemia, que a par da Santa Casa da Misericórdia, prestam um inigualável serviço de apoio social no nosso Concelho e que tal como os profissionais de saúde sofrem dos mesmos medos, têm família como todos nós, mas abnegadamente se mantêm nos seus postos de trabalho.

O MEU OBRIGADO A TODOS Do Poder Local, outra conquista de Abril, se espera, e disso não tenho qualquer dúvida, que o seu foco esteja hoje no apoio a estas estruturas sociais, também elas criadas no pós-25 de Abril.

Recordemos os Capitães de Abril, porque souberam “ler” os desejos de todos os portugueses e tornaram a democracia e o Estado social uma realidade.

Viva o 25 de Abril

Viva Portugal

Pelo Concelho de Alijó

O Presidente da Assembleia Municipal,

José Alberto Queirós Canelas

- PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE ALIJÓ, JOSÉ RODRIGUES PAREDES -

Caras e Caros conterrâneos,

Alijoenses,

Passaram quarenta e seis anos sobre a Revolução dos Cravos, data maior da história contemporânea de Portugal.

As circunstâncias excecionais que o País atravessa impedem que as comemorações oficiais decorram nos moldes de anos anteriores, através de uma sessão solene e da realização de eventos que assinalam a importância da data.

Contudo, o Município de Alijó não podia deixar de se associar ao quadragésimo sexto aniversário do 25 de Abril. Comemoramos a Revolução de forma singela, mas carregada de sentido. Nunca como agora o ideário de Abril e a palavra “Liberdade” tiveram tanta atualidade.

Uma das conquistas mais relevantes da Revolução de 1974 foi precisamente a instauração do Poder Local Democrático.

Atravessamos um momento particularmente difícil da nossa vida coletiva comum. Nenhum país estava preparado para lidar com uma situação como esta que vivemos, que chegou sem avisar e sem dar tempo de nos prepararmos.

Não existia um guião sobre a forma como atuar perante uma situação epidemiológica de uma gravidade e perigosidade sem precedentes na história recente da humanidade.

O Município de Alijó, ciente da gravidade da situação, esteve desde o primeiro momento na linha da frente da luta contra o malfadado vírus que alterou por completo, no contexto atual, a nossa vivência coletiva.

E fê-lo de forma articulada com as forças vivas do concelho.

Desde logo, em estreita articulação com as nossas Juntas de Freguesia, que são, também elas, uma emanação do Poder Local Democrático e quem melhor conhece o terreno, os problemas e as necessidades das populações. As Juntas de Freguesia demonstraram que estão à altura das exigências e têm desempenhado, por si e em conjugação com a Câmara Municipal, um papel verdadeiramente crucial na ajuda às camadas da população que sentem mais dificuldades, agravadas com a atual situação de pandemia.

Realço também a colaboração do Município com as IPSS do concelho. A autarquia articulou com estas instituições, desde a primeira hora, um conjunto de esforços, tendentes a prevenir situações de contágio e a dar resposta às necessidades acrescidas na luta contra a infeção epidemiológica por COVID-19.

Nesse sentido, disponibilizámos às IPSS, nesta fase, diverso equipamento de proteção individual para salvaguardar a saúde e o bem-estar dos utentes e dos profissionais que estão na linha da frente no combate à pandemia.

Destaco também a realização, a expensas do município, de testes serológicos a todos os utentes dos nossos lares de idosos, bem como do lar residencial da APPACDM, a todos os colaboradores das IPSS, aos nossos bombeiros e aos militares da GNR. A saúde e a vida destas pessoas estão, e estiveram sempre, no cerne das nossas preocupações.

Felizmente, à data de hoje, apraz-me constatar que o vasto conjunto de medidas implementadas produziram excelente resultado, não registando o nosso concelho qualquer caso confirmado de infeção com COVID-19.

Este resultado deve-se ao esforço conjugado de toda a comunidade. Quero, por isso, realçar e agradecer o empenho e o trabalho de cada um de vós.

Daqueles a quem foi pedido que se submetessem a uma situação de confinamento nas suas casas, com todos os sacrifícios que isso naturalmente implica. Daqueles a quem foi exigido pelas autoridades competentes que encerrassem os seus negócios, paralisassem a sua atividade ou tivessem de a reduzir drasticamente. Daqueles a quem foi pedido que continuassem a trabalhar, mesmo correndo riscos, para garantir o funcionamento dos serviços, o nosso bem-estar coletivo e que nada de essencial faltasse nas nossas casas. Daqueles que, sendo originários do nosso concelho e se encontram espalhados por Portugal e no Mundo, respeitaram as recomendações das autoridades de saúde e abdicaram de regressar às suas terras por ocasião da Páscoa. Daqueles que, num esforço assinalável, souberam adaptar-se e continuaram a ajudar e a ensinar as nossas crianças e jovens. Daqueles que, num exemplo de altruísmo ímpar, deixam o conforto das suas casas e o aconchego das suas famílias para se colocarem ao lado dos mais frágeis e vulneráveis, como é o caso de todos os profissionais das diversas IPSS do nosso concelho. Daqueles que integram forças de segurança, corpos de bombeiros, proteção civil e serviço externo da autarquia, que têm sido exemplo de dedicação ao bem comum. Daqueles que ficam dias ou semanas sem privar com as respetivas famílias, às vezes deixando mesmo de ir a casa para não as colocarem em risco, perfilando-se na primeira linha dos serviços e cuidados de saúde, num gesto de abnegação que a todos comove.

O direito à educação é uma conquista de Abril. Neste contexto de pandemia e de emergência nacional, em que não é possível a participação nas aulas de forma presencial, o Município e o Agrupamento de Escolas asseguraram os meios necessários para ensino à distância aos alunos que deles necessitavam.

A atual situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, declarada pela Organização Mundial de Saúde, veio alterar profundamente o modelo de atuação das diversas entidades na resposta à epidemia SARS-CoV-2, incluindo os Municípios, enquanto estruturas mais próximas dos cidadãos, assentes em laços de identidade, de proximidade, de conhecimento mútuo e de relações de vizinhança.

A atuação da Câmara Municipal de Alijó terá de se recentrar, adaptando-se às novas exigências. Se nesta primeira fase foi necessário intervir prontamente no domínio da prevenção do contágio, o passo seguinte será o de apoio à economia local e ao setor social. As consequências desta pandemia adivinham-se graves e profundas.

A nossa economia local, assente essencialmente na agricultura (destacando-se o subsetor da vitivinicultura) e no pequeno comércio, vai sofrer fortemente o impacto da crise que se antevê.

Também ao nível social se farão sentir as consequências da pandemia. Aumentará o desemprego, diminuirá o rendimento das famílias e as camadas mais vulneráveis da população ficarão ainda mais desprotegidas.

O Município pode e deve assumir um papel relevante num contexto pós-pandémico, no âmbito das suas atribuições e competências, adaptando-se às novas circunstâncias e adotando um conjunto de medidas com robustez e alcance suficientes para minimizar os efeitos negativos decorrentes da grave situação que se avizinha.

A autarquia tem como prioridade as pessoas. É por elas e para elas que todos os dias trabalhamos. É nos momentos difíceis que se vê a têmpera de que somos feitos. E nós, transmontanos e durienses, somos de antes quebrar que torcer. Peço-vos, por isso, que confiem na estratégia delineada e na capacidade de resposta da autarquia e das diversas entidades que estão no terreno a trabalhar ao serviço do bem comum.

A Liberdade que hoje assinalamos pressupõe que seja vivida e exercida com responsabilidade. Será esse sentido de responsabilidade, de serenidade e de respeito mútuo que nos permitirá, num futuro que esperamos muito próximo, dar verdadeiro sentido à palavra Liberdade.

Viva a Liberdade.

Viva o Concelho de Alijó.

Viva Portugal.

COLIGAÇÃO "AFIRMAR A NOSSA TERRA" (PPD-PSD - CDS-PP):

- GRUPO MUNICIPAL DO PPD/PSD DE ALIJÓ -

Discreteando acerca da Liberdade, na evocação da Revolução dos Cravos

Comemorar é, de certo modo, trazer à memória, voltar a viver. Em anos anteriores, soía assinalar-se a Revolução dos Cravos em uma sessão solene na Assembleia Municipal, com discursos dos representantes dos diversos órgãos e forças partidárias eleitas.

Este ano, em decorrência da pandemia que grassa no País e no Mundo, foi cancelada a cerimónia municipal. Mas não deixamos de assinalar a data. Fazemo-lo através da disponibilização, na página da autarquia na internet, dos discursos que, em circunstâncias normais, seriam oralmente proferidos no Salão Nobre dos Paços do Concelho. Bem vistas as coisas, há até uma certa vantagem na solução encontrada, pois o teor das comunicações fica acessível à generalidade da população, de forma permanente: verba volant, scripta manent.

Não é possível falar da Revolução dos Cravos sem falar de Liberdade!

Já na antiguidade clássica os romanos proclamavam a liberdade como uma res inaestimabilis, como o primeiro de todos os bens. Também Aristóteles dizia, a respeito da liberdade, que o servo não vive. Vive como um animal, não vive como um homem. Vive para o tormento de si mesmo, não vive para gozo da sua existência.

Numa das mais belas páginas da literatura universal, Miguel de Cervantes colocou na boca de Dom Quixote estas cogitações: “A liberdade, Sancho, é um dos dons mais preciosos que aos homens deram os céus: não se lhe podem igualar os tesouros que há na terra, nem os que o mar encobre; pela liberdade, da mesma forma que pela honra, se deve arriscar a vida, e, pelo contrário, o cativeiro é o maior mal que pode acudir aos homens.”

No século XVI, Étienne de La Boétie, amigo dileto do grande ensaísta Michel de Montaigne, escreveu o famoso Discurso Sobre a Servidão Voluntária, no qual nos dá conta de que não há conceito mais manipulado do que o de liberdade. A liberdade é aquilo que o poder, através das suas máquinas de propaganda, quiser que seja!

Do seu discurso respiga a ideia sobre o quanto de voluntário há na sujeição das massas ao poder absoluto, o quanto de aberrante há nessa vontade e necessidade de obedecer. Perdendo a liberdade, o homem perde a sua humanidade. O homem é um ser para a liberdade. Nem os animais se sujeitam à servidão sem protestarem.

A liberdade é o primeiro dos três grandes princípios que integram a famosa trilogia da Revolução Francesa: liberdade, igualdade, fraternidade. Sem ela, nenhum dos outros se concretiza.

Feito este excurso, chegamos à data que hoje assinalamos e que também ela vive sob o signo da liberdade.

O 25 de Abril constituiu porventura um dos acontecimentos mais notáveis do século XX português.

Contudo, nenhuma outra data, de entre as efemérides que sói assinalar-se em Portugal, desperta tantas paixões e juízos contraditórios como aquela que hoje comemoramos.

A esse facto não será alheia a circunstância da proximidade temporal e da coexistência, na nossa sociedade, de sequazes de ambos os lados da querela.

As circunstâncias excecionais que vivemos em 2020 determinaram a declaração do estado de emergência, com a suspensão de alguns direitos, liberdades e garantias alçapremados às altas cumeadas do texto constitucional.

Num momento histórico em que, em maior ou menor escala, se restringem as liberdades individuais e coletivas do Povo Português, faz todo o sentido comemorar, no sentido de trazer à memória, os gloriosos acontecimentos de 1974.

Mas essa comemoração da liberdade deve ter imanente a ideia de responsabilidade. Liberdade sem responsabilidade é libertinagem!

As comemorações oficiais do 25 de Abril deveriam servir, no contexto gravíssimo que atravessamos, para unir os Portugueses em torno de uma ideia comum, que nos permitisse enfrentar e ultrapassar juntos esta crise (não apenas a de saúde pública, mas também a económica e financeira, que inexoravelmente se abeira).

Infelizmente, os incumbentes do regime, tendo à cabeça o inenarrável Presidente da Assembleia da República, desbarataram esta possibilidade, conseguindo açular as rivalidades e afoitar a cizânia e a discórdia.

Quiseram fazer uma festa só deles, para eles e seus apaniguados, quais donos do regime (não apenas “donos do 25 de Abril”, mas verdadeiramente “donos disto tudo”). Numa altura em que foi pedido – e até imposto – aos portugueses um enorme sacrifício, os políticos de alta patente reclamaram para eles um regime diferente.

À generalidade da população foi imposto o confinamento domiciliário. A muitos empresários foi-lhes ordenado que encerrassem os estabelecimentos, que diminuíssem a atividade ou que mandassem os trabalhadores para casa com perda de rendimento. As creches, as escolas e as universidades encerraram. O culto religioso conhece grandes limitações e os templos estão fechados. As comemorações da Páscoa, que incluem dois feriados nacionais, foram coartadas. A liberdade de circulação conhece fortes peias. Há fronteiras encerradas. Os portugueses da diáspora não podem regressar à terra que os viu nascer, por razões profiláticas.

Não é permitida a visita dos familiares aos idosos que se encontram acolhidos em lares, muitos dos quais nem sequer estão em condições de compreender a gravidade do momento que atravessamos, sentindo-se abandonados pela ausência das visitas. Há profissionais que abnegadamente, com risco para a saúde e para a vida, estão na linha da frente do combate à doença e ficam dias ou semanas sem contactar presencialmente com a família. Os infetados com a doença COVID-19 morrem sozinhos, sem possibilidade de se despedirem sequer da família ou de um gesto tão simples como terem alguém que lhes segure a mão no derradeiro momento. As exéquias fúnebres decorrem sem que a família e amigos possam “despedir-se” convenientemente do seu ente-querido.

O estado de emergência que foi declarado em todo o território nacional atinge-nos a todos de forma violenta. Concedo, no entanto, que tais medidas são necessárias (podendo discutir-se se o figurino adotado poderia ser mais ou menos musculado, mas essa é uma questão que desborda do âmbito destas linhas).

Perante um cenário tão restritivo, seria de esperar dos políticos cimeiros desta “nesga de terra debruada de mar” que fossem os primeiros a dar o exemplo e que não impusessem ao Povo aquilo que eles próprios contornam na primeira oportunidade.

Num momento em que deveria prevalecer o simples bom-senso e o sentido de Estado, Ferro Rodrigues e outros da mesma igualha afrontaram os portugueses ao imporem, com ademanes ditatoriais, a realização de uma sessão solene na Assembleia da República, violando todas as regras e diretivas que pretendem impor aos autos.

Nesta matéria, só as pedras da calçada são inocentes. Vários partidos políticos, vários titulares de órgãos de soberania, várias eminências do regime, todos confluíram na afronta aos portugueses. Uns, por pura demonstração espúria de poder e filáucia; outros por necessidades de arrebanhamento eleitoral; outros ainda, quais amanuenses obedientes e carreiristas, por seguidismo e falta de coragem em contrariar o establishment vigente.

Em vez de unirem, desenhando um figurino de evocação da data que concitasse a adesão do Povo Português, fazendo-o partícipe da efeméride, os políticos de alto coturno preferiram a via do acinte, da provocação e da falta de respeito pelo enorme esforço coletivo que foi pedido à população. É caso para dizer: bem prega Frei Tomás... Nem era preciso grande imaginação para gizar um arquétipo comemorativo que respeitasse o esforço e o sacrifício da grei. Bastava atentar no exemplo de Sua Santidade o Papa Francisco, que, fisicamente sozinho na Praça de São Pedro, teve a seu lado milhões de pessoas que com ele se irmanaram num gesto que em muito ultrapassou as fronteiras do catolicismo.

Não percamos nunca de vista que a maior conquista de Abril é, inquestionavelmente, a da liberdade.

E a lídima casa da liberdade e da democracia é a rua, é o país real. O 25 de Abril fez-se, não o esqueçamos, nas ruas!

Temos de lembrar o que era Portugal antes de 1974 e dar a conhecer às novas gerações esse período sombrio da história, para nossa defessa coletiva. Mas também denunciar estes laivos ditatoriais que, a espaços, afloram na nossa sociedade democrática.

Por isso, constitui um dever ético, cívico e social evocar o 25 de Abril em cada ano que passa e gritar bem alto: viva a Liberdade!

Bem hajam.

O representante do PPD/PSD na Assembleia Municipal de Alijó,

Márcio Ribeiro

- GRUPO MUNICIPAL DO CDS-PP DE ALIJÓ -

Caros/as Alijoenses.

Esperamos que se encontrem bem. Mesmo vivendo tempos tão conturbados, consideramos que é importante comemorar o 25 de Abril.

Para garantir a segurança de todos, não é possível fazer a habitual Sessão Solene. Contudo, a Concelhia do CDS-PP de Alijó gostaria de deixar uma mensagem neste dia.

O CDS-PP é um herdeiro legítimo do 25 de Abril. De um abril que consagrou a plena liberdade e não o sectarismo ideológico. O Abril que restaurou os direitos civis e políticos e que permitiu posicionar Portugal no justo caminho da democracia, do respeito pela diferença e da tolerância. O Abril que incontestavelmente trouxe o desenvolvimento económico e social, bem assim o pluralismo político. O Abril do personalismo, da autonomia individual, da economia aberta, das barreiras éticas entre o Homem e o Estado, que disse não ao coletivismo e à opressão das ditaduras antigas e das que poderiam vir a nascer depois dela. Abril que prometeu promover a confiança na política e nos políticos, bem como asseverar a transição geracional dos governantes, conferindo legítima representação aos jovens na voz do poder.

No CDS-PP consideramos que o espírito de liberdade é a base da democracia: que recusa o centralismo, a colonização do Estado, o paternalismo ideológico, a corrupção, a burocracia, a escravatura fiscal, o totalitarismo libertário. É o que pretende caminhar para o pluralismo, para a emancipação da pessoa, para a mobilidade social, para a iniciativa privada, para a manutenção dos arranjos sociais e para a afirmação do mérito.

Mas celebrar o Abril é, também, estar consciente daquilo falta cumprir nas suas aspirações e valores duradouros: a criação de oportunidades de trabalho, a dignidade no trabalho, a conciliação da vida familiar com a vida profissional, o combate ao abandono escolar por insuficiência de recursos financeiros, a coesão territorial que eliminará o fosso que separa os mecanismos de mobilidade social dos que vivem no interior e os do litoral, o sistema de segurança social que onera pesadamente os mais novos, mas que não lhes garanta o seu usufruto no futuro.

Neste momento difícil que atravessamos, gostaríamos de prestar a nossa homenagem a todos aqueles que continuam a trabalhar e a colocar as suas vidas em risco para combater esta pandemia.

Um agradecimento especial ao Executivo da Câmara Municipal de Alijó por tudo que tem feito para proteger o nosso Concelho; aos Profissionais de Saúde do nosso Concelho que não têm parado para garantir os cuidados de saúde necessários a todos; aos trabalhadores das IPSS ́S do nosso concelho, que tudo têm feito para proteger os mais vulneráveis.

A todos eles, um bem-haja por pelo seu esforço, dedicação e trabalho. Toda esta solidariedade que têm demonstrado também é “cumprir” Abril.

25 de abril de 2020

Concelhia do CDS-PP de Alijó

- GRUPO MUNICIPAL DO PARTIDO SOCIALISTA DE ALIJÓ -

Caríssimos concidadãos,

Hoje, dia 25 de Abril de 2020 comemoramos o quadragésimo sexto aniversário da revolução dos cravos, momento ímpar na história de Portugal que devolveu a democracia e liberdade a Portugal e aos Portugueses.

Apesar do nosso País estar a viver um momento difícil com esta pandemia mundial criada pelo “corona vírus”, não podíamos deixar de comemorar esta data, por tudo aquilo que ela representa para nós, é imperativo avivar memórias de um país fechado em si próprio e entregue à governação por uma ditadura implacável e repressiva para aqueles que um dia ousaram pensar diferente, sonharam, viver uma vida em liberdade, viver num pais com melhores condições e melhor qualidade de vida, serve também para relembrar todas as conquistas de abril, mudanças e transformações do nosso país e da nossa sociedade, que só se tornaram efetivas por este “marco” colocado na nossa história.

Comemorar Abril é também homenagear todos aqueles que tiveram a coragem de lutar contra a ditadura e que conseguiram os direitos fundamentais consagrados na Constituição da Republica Portuguesa desde logo no seu 1º Artigo: “Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.”

No Momento difícil que atravessamos não poderíamos deixar de mencionar duas das maiores conquistas de Abril, o Serviço Nacional de Saúde e a Escola Pública, pelo papel determinante que estão a ter na prevenção e combate a esta doença, e no direito à educação.

O Serviço Nacional de Saúde assegura com igualdade o acesso de todos os cidadãos, nomeadamente “a promoção e vigilância da saúde, a prevenção da doença, o diagnóstico e tratamento dos doentes e a sua reabilitação médica e social”.

Apesar de todos os ataques e criticas de que o SNS tem sido alvo ao longo destes anos, quando chegou a hora da verdade e fomos confrontados com o maior surto epidemiológico de que há memória, o SNS deu a resposta necessária e muito positiva, sem nunca entrar em colapso, como aconteceu em alguns países que tem sido apontados como mais desenvolvidos e com outros tipos de serviços de saúde.

No entanto, apesar de tudo aquilo que já foi feito, é necessário continuar a investir no SNS, através da aquisição e reforço de meios e equipamentos assim como na contratação e formação de todos os profissionais de saúde.

Destacamos também o papel da Escola Pública, onde é necessário proteger a comunidade escolar e evitar aulas presenciais para prevenir o aumento exponencial de infetados. Nesse sentido o governo decidiu trocar as aulas presenciais do terceiro período deste ano letivo por ensino à distância, onde os alunos têm acesso à educação através das novas tecnologias.

É necessário garantir que todos os alunos estejam ligados à escola, apesar de todos os problemas detetados e identificados a Escola Pública e a comunidade escolar teve a capacidade de se adaptar, quer seja através de meios informáticos ou através da televisão com recurso aos canais do serviço universal e do “#Estudo em casa”, com o apoio das juntas de freguesia e outras associações para a impressão de documentos enviados pelos professores para todos aqueles que não tem outra disponibilidade.

O Governo já garantiu o investimento num serviço universal da Escola Pública, com meios informáticos e acesso à Internet no início do próximo ano letivo para todos os alunos.

Ninguém Pode ficar para trás!

Se a primeira fase de contenção da pandemia foi mais dura e restritiva, a segunda fase deve ser feita de forma progressiva no sentido de reativar a economia sem descurar a pandemia.

Estamos certos que o Governo vai analisar todas as recomendações dos especialistas e tomar todas as medidas necessárias de apoio à crise económica provocada pela crise sanitária instituída, e passo a passo “reconquistarmos a liberdade” que nos foi dada pelo 25 de Abril!

Viva o 25 de Abril, Viva a Liberdade!

- GRUPO MUNICIPAL DO BLOCO DE ESQUERDA DE ALIJÓ -

Caras e caros conterrâneos:

Não é esta uma comemoração normal de um dos dias mais belos e mais importantes do calendário português. Hoje, dia 25 de Abril de 2020, estamos todos encerrados em casa, de cravos à janela e com uma certa angústia a despontar-nos no olhar. Hoje estamos mais tristes do que é habitual, mas não estamos derrotados na vida, nem derrotados nos sonhos que teimamos em perseguir. Hoje, estamos ainda mais convictos, temos ainda mais a certeza, que tudo irá ficar bem!

A humanidade é isto! É esta extrema fragilidade em que podemos tropeçar na hora menos esperada. E para tal bastou a disseminação de um vírus, de um agente infeccioso microscópico, um inimigo maligno, invisível e malicioso, que desarticulou num ápice toda a complexidade da nossa vida social.

A Covid-19 serviu, antes de mais, para nos sentirmos unidos numa luta comum.

Unidos pela igualdade do desespero, do receio, do isolamento. É nestas alturas que sentimos a comunidade com um maior grau de solidariedade; que nos sentimos iguais, igualmente vulneráveis e igualmente comungados com a apoquentação que atinge o outro, porque também nos atinge a nós.

A Covid-19, depois de vencida, deve ser tema para profunda reflexão. Deve ser assunto para pensarmos no que somos e no que pretendemos vir a ser enquanto cidadãos a partilhar um mesmo planeta, a respirar um mesmo ar, a estabelecermos uma relação humana de contactos múltiplos e comuns, com uma vida globalizada e atada por elos invisíveis... mas reais.

A verdade é que toda a precariedade sentida ao longo deste tempo só poderá servir-nos com alguma utilidade se ponderarmos na importância de certos projectos ideológicos que, fruto do 25 de Abril de 1974 e da concepção democrática da sociedade, mostraram, nos dias que correm, a sua verdadeira eficácia e o seu inquestionável valor.

Por isso, em primeiro lugar, os deputados do Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Alijó pretendem enaltecer, sem reservas e com profundo agradecimento, o papel do Serviço Nacional de Saúde, e em particular o exemplo de todos os seus profissionais que, num esforço sem paralelo e numa entrega sem tréguas contra o inimigo comum, garantiram aos portugueses um maior grau de confiança e uma maior tranquilidade colectiva. O Serviço Nacional de Saúde é uma conquista de Abril, e como ficou demonstrado com esta Pandemia, jamais deve ser enfraquecido, mas antes reforçado e o seu investimento ampliado de forma a fortalecer ainda mais o seu estatuto de garante da saúde de todas as portuguesas e de todos os portugueses.

Em segundo lugar, relevar o papel do Poder Local na gestão de toda esta crise pandémica. O Poder Local é mais uma conquista de Abril e também ele está a demonstrar a sua importância e a sua capacitação em planear com rapidez medidas eficientes, no sentido de mitigarem as adversidades que a qualquer momento atingem os cidadãos das nossas aldeias, das nossas vilas e das nossas cidades. E este papel é tanto mais importante, quanto é verdade que em territórios como os nossos, onde existe uma população menos jovem e com um menor grau de autonomia funcional, os problemas sociais estão significativamente mais ampliados. A todos os autarcas locais que por estes dias trabalharam e trabalham incansavelmente para resolver problemas, para garantir recursos e uma maior tranquilidade às suas populações, aqui fica também o nosso reconhecimento e um sincero agradecimento.

Em terceiro lugar, queremos apelar a uma maior responsabilidade política, económica e social por parte de todos. De todos enquanto seres individuais, e de todos enquanto cidadãos integrantes de estruturas e organizações com papéis determinantes na nossa sociedade. Se os tempos actuais não são fáceis, os que se avizinham não serão, com toda a certeza, melhores. Por isso, é necessário manter bem vivos os valores de Abril, as conquistas de Abril. Os valores da Igualdade, da Liberdade, da Fraternidade, da Democracia, da Solidariedade e da Justiça Social.

É indispensável que agora e no futuro, no concelho de Alijó e em todo Portugal, se combata o desemprego e as desigualdades sociais. É necessário garantir que nenhuma criança ou jovem fique para trás no acesso à educação; que todos os idosos e pessoas com deficiência sejam acompanhados; que se identifiquem e apoiem as famílias particularmente fragilizadas; que se previna em uma maior escala a violência doméstica e o mau trato de crianças. Um futuro melhor passa ainda pela necessidade do Estado e das Autarquias mobilizarem todas as respostas possíveis para assegurar o direito à habitação como principal garantia da saúde pública. Que se garanta ainda e sem reservas o acesso à água, ao saneamento, à electricidade e aos serviços essenciais a que todos têm direito. É necessário dar continuidade e mesmo reforçar o apoio dos serviços sociais e gerar mecanismos para construirmos comunidades cada vez mais dignificadas e cada vez mais solidárias.

Por último, uma homenagem sentida a todos os que não conseguiram vencer este combate tão desigual perante o inimigo comum. A todas as famílias que perderam os seus Entes queridos devido à Covid-19 aqui ficam as nossas sentidas condolências!

Viva o 25 de Abril!

Viva o Concelho de Alijó!

Saúde e Liberdade!

Adicionada: 25 de Abril 2020

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