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GLOBAL PRINT 2013 passa por quatro localidades
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A GLOBAL PRINT 2013, a par da Bienal de Gravura do Douro, pretende trazer à região 390 obras, de 390 artistas, de 60 países. O certame estará repartido em diversas localidades, nomeadamente Alijó, Lamego, Régua e Salzedas. Poderá visitar a Global Print de 31 de agosto a 30 de outubro de 2013
Alicerçada na mais antiga região vinícola demarcada do mundo - o Douro, região laureada por dois patrimónios da humanidade atribuídos pela UNESCO e mundialmente reconhecidos quer pela sua paisagem vinhateira, quer pelo património arqueológico do Vale do Côa onde se encontra o maior santuário de gravura paleolítica do mundo, o Douro é palco também na contemporaneidade, de um dos maiores eventos de arte gráfica do mundo, reunindo assim dentro de si, uma força e dimensão que ultrapassa as fronteiras do país e se projeta para horizontes infinitos.
Assumindo a responsabilidade de ser a única Bienal de obra gráfica do país, a sua evolução desde a sua origem em 2001, colocam-na hoje num patamar inimaginável a par das mais importantes Bienais do mundo. A comprovar tal fasquia, salientam-se as exposições de homenagem a artistas mundialmente reconhecidos como Antoni Tàpies, Paula Rego, Vieira da Silva, Octave Landuyt, Nadir Afonso, Gil Teixeira Lopes, David de Almeida entre outros, mas também pela abrangência e internacionalidade alcançada com mais de 100 países representados de todos os continentes.
Perseguindo este propósito e ambição alcançada, a Bienal do Douro tem vencido os desafios da interioridade, da crise económica, da crise cultural, da própria crise da gravura e tem sabido manter vivos os pressupostos da arte e a autonomia da gravura no contexto da arte contemporânea. Para tal, muito têm contribuído os tributos da gravura tradicional e suas alquimias seculares, mas não menos importantes, das renovadas tendências da gravura digital e dos novos media ao seu dispor, no sentido de lhe conferir a autonomia que ela necessita para subsistir. O campo aberto à gravura pelas novas linguagens híbridas e técnicas não tóxicas, têm projetado o seu impacto de uma forma inovadora e com a vitalidade há muito desejada nos seus domínios.
Dando continuidade a esta luta e objetivos por ela traçados, a Global Print agora projetada, a par com a Bienal do Douro preparam de novo a sua intervenção na sociedade, pretendendo afirmar a sua continuidade como uma excelente resposta à crise económica, que teima em acabar com tudo o que simplesmente mexe ou resiste.
Aqui fica pois o convite a todos e o desafio para participarem nesta batalha pela dignidade humana, pela cultura dos povos e pela saudável globalização do mundo.