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Município de Alijó em notícia da LUSA no dia 03 de dezembro
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- Município de Alijó em notícia da LUSA no dia 03 de dezembro
Alijó, Vila Real, 03 dez (Lusa) – A Câmara de Alijó vai canalizar cerca de dois milhões de euros de receitas de impostos para amortizar a dívida que ronda os 19 milhões de euros, anunciou hoje o presidente da autarquia.
Alijó, Vila Real, 03 dez (Lusa) – A Câmara de Alijó vai canalizar cerca de dois milhões de euros de receitas de impostos para amortizar a dívida que ronda os 19 milhões de euros, anunciou hoje o presidente da autarquia.
Carlos Magalhães, eleito pelo PSD, afirmou à agência Lusa que as receitas já recebidas pelo município, mais as previstas até 31 de dezembro, vão ser canalizadas para o abatimento à dívida. “Estamos a falar de mais de dois milhões de euros que serão entregues na banca rapidamente”, salientou o autarca.
A dívida deste município do distrito de Vila Real ronda os 19 milhões de euros e vai, depois desta operação, descer para os cerca de 17 milhões.
A proposta foi aprovada por maioria em reunião de câmara, com a abstenção do vereador eleito pelo Movimento Independente Mais.
As receitas dizem respeito ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), Imposto Municipal sobre Transmissão Onerosas de Imóveis (IMT), Imposto Único de Circulação (IUC) e a Derrama.
Com este abatimento, a autarquia duriense vai “poupar 600 mil euros em juros”, referentes ao período da vigência do empréstimo.
Na Câmara de Alijó está em execução o Programa de Apoio à Economia Local (PAEL), o que obriga a que os impostos municipais estejam a ser cobrados à taxa máxima.
O presidente referiu ainda que o município ao diminuir os valores de endividamento está a aproximar-se do “número mágico” que libertará a autarquia da obrigação de ter os impostos e taxas municipais no valor máximo.
Carlos Magalhães frisou que a sua prioridade tem sido o pagamento da dívida herdada pelo anterior executivo. “Estamos a cumprir aquilo que prometemos que é resgatar o futuro do concelho de Alijó o mais rapidamente possível”, afirmou.
O responsável disse que, depois de assumir a autarquia, o seu executivo quis “primeiro consolidar a dívida, saber o que devia e a quem”.
“Depois foi traçar um plano com a banca de pagamento dessa dívida para que fosse possível sustentar com os rendimentos que o município tem. Em terceiro lugar, apostamos numa gestão rigorosa de forma a eliminar desperdícios que estão a ser canalizados para o pagamento da dívida”, sublinhou.
O abatimento que irá ser feito agora deve-se aos esforços no sentido de "conter a despesa" nestes dois últimos anos, o que possibilitou uma “melhoria assinalável na atual saúde financeira da autarquia”.
Durante este período, a câmara procedeu ainda ao pagamento de “muitas centenas de faturas em dívida a terceiras entidades, locais e regionais”, contribuindo para que os empresários fossem ressarcidos dos valores “há muito vencidos e em dívida” e ajudando “à manutenção de postos de trabalho”.
Por causa do desequilíbrio financeiro do município, o autarca disse que o investimento no concelho sofreu um grande decréscimo.
“No entanto, nós, por força de uma gestão rigorosa, temos conseguido abater à divida, temos conseguido fazer algum investimento e temos um orçamento preparado para o quadro comunitário”, frisou.
O orçamento previsto para 2016 é de 10,4 milhões de euros, podendo depois ser reajustado e sofrer um aumento.
E a prioridade para o próximo ano será, de acordo com Carlos Magalhães, o “apoio às pessoas”.
Depois, numa segunda fase e de houver condições, a câmara quer apostar na regeneração urbana para “proporcionar um clima atrativo ao turismo”.