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Alijó fecha os 800 das comemorações do Foral com os olhos postos no futuro e um legado para as próximas gerações
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Alijó fecha os 800 das comemorações do Foral com os olhos postos no futuro e um legado para as próximas gerações
Alijó assinalou, no dia 12 de agosto, o encerramento das comemorações dos 800 anos da Carta de Foral, numa cerimónia que marcou não apenas o fim de um ciclo comemorativo, mas também a passagem de uma memória e de um legado às gerações futuras.
Concedida por D. Sancho II, em 1226, a Carta de Foral constitui um marco fundamental na história de Alijó, tendo definido direitos e deveres e lançado as bases de uma comunidade organizada e capaz de construir o seu próprio futuro. Oito séculos depois, o Município encerrou este programa comemorativo reafirmando a importância de conhecer, preservar e transmitir essa história.
Um dos momentos centrais da cerimónia foi a inauguração do Memorial Comemorativo dos 800 Anos do Foral, da autoria do Professor Laureano Ribatua, uma obra que passa a integrar o espaço público e a memória coletiva de Alijó.
Mais do que uma escultura, o Memorial constitui um lugar de memória, ligando o passado ao presente e projetando-o para o futuro. As oito linhas gravadas na pedra simbolizam os oito séculos que separam Alijó de 1226, enquanto a água que envolve a obra representa a passagem do tempo e das gerações.
Na cerimónia, o escultor Laureano Ribatua destacou precisamente esta dimensão simbólica da obra: “A pedra permanece. As linhas permanecem. E, através delas, permanece também, a lembrança de oito séculos de vida, de trabalho, de dificuldades, de conquistas e de gerações que construíram aquilo que hoje chamamos Alijó.”
O encerramento ficou também marcado pela conversa sobre a publicação “Alijó, 800 Anos de História - a propósito da Carta de Foral de 1226”, da autoria da Professora Célia Couto, resultado de um importante trabalho de investigação histórica. O livro constitui um contributo para o conhecimento das raízes e da evolução do território e um legado documental para as gerações futuras.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Alijó, José Paredes, sublinhou que o encerramento das comemorações representa a afirmação de uma missão, sustentada pela experiência e projetada no futuro: o Memorial transforma a memória em arte e o livro transforma a História em conhecimento.
“Recebemos um legado e a nossa obrigação é entregá-lo melhor! Mais conhecido. Mais valorizado. Mais vivo. Mais preparado para o futuro.” foi uma das mensagens deixadas pelo Presidente da Câmara, numa intervenção que colocou a responsabilidade das gerações atuais perante a História recebida e o futuro que cabe construir.
A celebração ficou também marcada pela exemplar e cativante leitura da Carta de Foral pelo jovem alijoense Ricardo Paulo, num momento que simbolizou a ligação entre a História e as novas gerações.
Com este momento, Alijó assinalou 800 anos de História e mantém vivo o compromisso de a conhecer, valorizar e transmitir.
Porque os 800 anos de Alijó não são apenas uma herança. São também uma responsabilidade.
Que o Memorial permaneça como símbolo da nossa identidade e que o conhecimento reunido no livro continue a chegar às novas gerações.