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6ª BIENAL DO DOURO – DESCENTRALIZAR É PRECISO.
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- 6ª BIENAL DO DOURO – DESCENTRALIZAR É PRECISO.
DO METAL AO DIGITAL, DO PIGMENTO AO PÍXEL
Termina no próximo dia 30 de setembro mais uma edição da Bienal Internacional de Gravura do Douro a decorrer em várias cidades e vilas transmontanas, nomeadamente em vários locais de Alijó (sede da Bienal), Régua (Museu do Douro), Vila Real (Teatro), Fozcoa (Museu do Côa), Sabrosa (Quinta do Portal), Favaios (Museu do Pão e do Vinho) e Bragança (Centro de Arte Contemporânea Graça Morais).
Com um total de 650 obras, de 325 artistas, de 63 países, esta Bienal é já uma referência nacional e internacional no contexto dos grandes eventos de arte, reforçando a ideia que no interior é possível promover grandes eventos culturais com notável impacto e projeção internacional.
Para este sucesso sem precedentes no interior trasmontano, foi necessário uma grande perseverança da organização que, desde 2001 e com o apoio da autarquia de Alijó e a recetividade dos principais espaços culturais da região, conseguiram abranger todo o território conseguindo dessa forma, distribuir as diversas exposições e obter resultados de afluência de público notável.
Acompanhando as mais recentes transformações da arte e das novas tecnologias digitais ao seu dispor, esta Bienal tem sabido recriar e encontrar novas linguagens compreendidas no domínio da gravura e que têm conseguido ampliar o seu campo, facto fundamental para garantir a autonomia desta arte secular no contexto da arte contemporânea. Para tal, muito têm contribuído as novas propostas gráficas digitais que estabelecem uma verdadeira ponte de convergência entre a gravura tradicional, geralmente realizada em suportes de madeira e metal e impressas através de matéria pictórica e do pigmento da tinta de impressão e a nova “gravura” digital que utiliza o píxel e os suportes digitais como veículo de difusão da obra de arte, podendo esta ser ou não impressa. Algumas destas novas linguagens artísticas poderão ser apreciadas no jardim público das piscinas de Alijó, onde se instalaram diversos outdoors com a obra gráfica digital, impressa em lonas, de vários artistas internacionais que foram convidados a enviar os seus ficheiros via Web e posteriormente impressos para expor na Bienal do Douro.
Também no domínio da Web (Second Life), poderão estas e outras obras serem vistas em formato digital, num contexto virtual propositadamente concebido para a Bienal do Douro que aí arquitetou um espaço. De referir que esta curadoria de arte digital foi uma vez mais assumida pelo artista/curador Silvestre Pestana, em consonância com o programa da Bienal da autoria do diretor e curador da Bienal Nuno Canelas, que prometem para o futuro intensificar estas iniciativas como forma de “escapar” às atuais adversidades que a arte e os eventos atravessam. Assim, de forma absolutamente inovadora e criativa, estes eventos culturais encontram respostas à atual conjuntura de crise económica.
Nesta fase final da Bienal e com o início do ano letivo, têm sido fundamentalmente os alunos a visitar as várias exposições, concertando entre o evento e as escolas diversas visitas de estudo de todas as turmas e níveis de ensino.