![]()
Bienal de Gravura ajuda a projectar o Douro além-fronteiras
-
Início
-
Município
-
Comunicação
-
Notícias
-
Arquivo de Notícias
- Bienal de Gravura ajuda a projectar o Douro além-fronteiras
Evento é considerado de “sentido estratégico” para o turismo regional
A maior manifestação artística do Douro abriu dia 10 as suas portas ao público. Foz Côa (Museu do Côa) e Alijó (Pavilhão Gimnodesportivo, Biblioteca e Auditório Municipal) acolheram e inauguraram algumas das exposições integradas no extenso programa da 5ª Bienal Internacional de Gravura do Douro, iniciativa que decorre até 31 de Outubro. Esta edição do evento apresenta-se “mais forte que nunca” e traz à região a maior mostra de sempre da arte da Gravura, num total de 16 exposições, 750 obras da autoria de 360 artistas representantes de 74 países de todos os continentes. Para além do estatuto já conseguido de “uma das maiores Bienais de Gravura da Europa”, esta iniciativa é também encarada como um projecto de “sentido estratégico” para a promoção turística do Douro. Por isso, nesta edição, às gravuras associam-se ainda a gastronomia e os vinhos do Douro, teatro, concertos e outras animações. No entender do Mestre Nuno Canelas, director e curador da Bienal, “não há dúvidas de que o Douro precisa deste evento”, pois esta iniciativa tem todas as condições para “projectar o Douro além-fronteiras”. O mesmo responsável frisa que a Bienal de Gravura já está a ajudar a “posicionar a região como um destino turístico e cultural”, daí que os projectos futuros sejam “continuar a fazer mais e melhor”. “Queremos que a cultura seja uma alavanca do ponto de vista social e económico para a região e queremos que o Douro seja também um destino turístico cultural”. A afirmação é do presidente da Câmara Municipal de Alijó, Dr. Artur Cascarejo, para quem esta Bienal é “uma iniciativa de sentido estratégico para Alijó, para o Douro e para o país”. “O Douro vale pela paisagem, pelos vinhos, pela gastronomia, mas também pela cultura. O turismo cultural deverá ser a pedra basilar do desenvolvimento sócio-económico desta região”, defendeu. O autarca diz-se ainda convicto de que “a cultura no Douro só terá projecção com eventos como este” e, por isso, apela a que todas as entidades com responsabilidades políticas e institucionais apoiem este projecto. A importância desta iniciativa na promoção turística regional é também reconhecida pelo próprio presidente da Turismo do Douro, Dr. António Martinho, que considera que “só com eventos como este é possível projectar o Douro a nível internacional”. A mesma opinião é partilhada pela Directora Regional da Cultura do Norte, Arq. Paula Silva, para quem este evento não só contribui para divulgar a arte da gravura, mas também o território do Douro. “Para contribuir para o desenvolvimento do território temos que ter eventos desta qualidade e desta dimensão”, defendeu. Uma vez mais pelas mãos do Núcleo de Gravura de Alijó, entidade que com “persistência, coragem e determinação” tem conseguido dar continuidade a este projecto, a Bienal de Gravura do Douro tem vindo a afirmar-se no panorama cultural mundial. Neta 5ª edição é ainda de destacar a concretização de um objectivo antigo: expandir a Bienal por toda a região duriense e levar a arte aos seus principais espaços culturais. O Porto (Gráfica Urbana), Vila Real (Teatro Municipal), Régua (Museu do Douro), Foz-Côa (Centro Cultural e Museu do Côa), Favaios (Museu do Pão e do Vinho) e, obviamente, Alijó (Pavilhão Gimnodesportivo, Biblioteca, Auditório Municipal e Piscinas Municipais) acolhem obras não só de grandes nomes já consagrados como de jovens artistas em ascensão e formação. Antoni Tápies, Rafael Trelles, Fernando Santiago, Daniel Hompesch e Silvestre Pestana são alguns dos nomes em destaque. Depois do tributo a Paula Rego na Bienal de 2007, esta 5ª edição do certame vai homenagear Antoni Tàpies, artista catalão considerado pela crítica como um dos maiores nomes das artes plásticas do séc. XX, ao nível de Picasso, Marcel Duchamp ou Pollock. O Museu do Douro, na Régua, acolhe a exposição, com cerca de 30 peças, deste mestre da arte contemporânea mundial. Do ambicioso programa desta Bienal é também de salientar a realização de uma exposição do Centro Português de Serigrafia com trabalhos dos artistas mais representativos da arte portuguesa; uma exposição da Uri Art Galery (Porto-Rico) com gravadores do Caribe; uma exposição da associação de Gravura Água-Forte (Lisboa); duas exposições individuais de Fernando Santiago (Porto-Rico) e Daniel Hompesch (Bélgica), uma exposição dos Comissários da Bienal; três workshops, nomeadamente de Gravura Não-Tóxica, de Gravura em Metal e Gravura Rupestre, bem como conferências de gravura contemporânea e gravura rupestre, entre outras iniciativas.