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CAÇA, ASSIM, NÃO! CONTESTA A ZCM DE ALIJÓ
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- CAÇA, ASSIM, NÃO! CONTESTA A ZCM DE ALIJÓ
O calendário venatório para 2010/2011, estabelecido pela Portaria 288/2010, de 27 de Maio, foi alterado pela Portaria 556/2010, de 22 de Julho, ou seja a apenas 3 semanas da abertura da caça às rolas.
O calendário venatório para 2010/2011, estabelecido pela Portaria 288/2010, de 27 de Maio, foi alterado pela Portaria 556/2010, de 22 de Julho, ou seja a apenas 3 semanas da abertura da caça às rolas. De entre as alterações produzidas importa destacar a possibilidade de poder caçar o Pombo-torcaz em Outubro e a passagem da abertura da caça às rolas de 15 para 22 de Agosto. Se a primeira se impunha, já a segunda é de repudiar veementemente. Mandaria o bom senso, caso o houvesse, que se antecipasse a caça ao Pombo-torcaz para 15 de Agosto e não o contrário, porquanto, a 22 de Julho, na esmagadora maioria das Zonas de Caça Municipais já decorrem as candidaturas ao exercício da caça e em algumas, inclusive, até já terminaram. O adiamento da abertura da caça à rola prejudica fortemente as Zonas de Caça, interfere descaradamente na sua gestão e defrauda as expectativas de milhares de caçadores que já haviam planeado a abertura da época, com viagens e reservas pagas. A decisão de adiar a abertura da caça à rola para 22 de Agosto é tão mais grave quanto se sabe que não há razões técnico-científicas que a justifiquem, como não as havia para suspender a caça aos Torcazes em Outubro, antes vem de encontro à vontade “expressa” de fortes e conhecidos interesses que gravitam à volta do sector. Para aqueles que acham que a sustentabilidade da Espécie passa por pequenos cortes, a pedido deste ou daquele grupo de interesses, está redondamente enganado. Ela passa pela definição e imposição de uma política global de conservação que repense toda uma panóplia de aspectos, desde a conservação de habitats até ao fim da chacina impiedosa da rola, em períodos críticos para a espécie, em zonas do Norte de África e do Mediterrâneo Europeu. A julgar pela trapalhada legislativa deste início de época e pela tomada de decisões “em cima do joelho” e sem fundamento, sem a participação dos principais actores que são as Zonas de Caça ou quem as representa, fazem-nos perspectivar um “futuro à deriva”e sem rumo para a caça em Portugal, como, aliás, quase sempre estivemos.