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Município de Alijó associa-se à campanha “Ponha fim à violência doméstica”
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Município de Alijó associa-se à campanha “Ponha fim à violência doméstica”
O Município de Alijó uniu-se à campanha contra a violência doméstica lançada pela Comissão de Cidadania para a Igualdade de Género, com vista a combater e consciencializar sobre a problemática da violência que ocorre no contexto doméstico.
Por meio de ações de sensibilização, educação e divulgação, a campanha procura realçar a importância de prevenir e eliminar a violência que afeta diversas pessoas nas suas residências. Esta iniciativa procura, assim, mobilizar a sociedade de forma a identificar os indícios de violência doméstica, fornecer apoio às vítimas e promover uma cultura de equidade e respeito nas relações familiares e conjugais.
Em 2022, ocorreram mais de 30 mil denúncias de violência de género em Portugal. No primeiro semestre já foram registadas 14.863 ocorrências pela PSP e GNR. São muitos rostos, muitas vítimas e vários agressores. São milhares de pedidos de desculpas diários, sendo que se torna premente repetir vezes sem conta que onde há uma vítima, há uma pessoa agressora.
Com este desígnio, a campanha “Ponha fim à violência doméstica” alerta para inúmeras desculpas que a pessoa agressora utiliza para se desresponsabilizar pelos seus atos, negando e/ou banalizando a violência, que se perpetua. Mais, gradualmente, faz crer à vítima que é ela a culpada pelos seus comportamentos, que os merece ou que os provoca. Mas a agressão é sempre uma escolha.
Algumas das desculpas são bem conhecidas: “foram os ciúmes…”, “foi o álcool…”, “estás sempre a provocar-me…”, “estás sempre a desafiar-me…” ou “não consegues fazer nada sozinha…”. A cada uma destas verbalizações correspondem inúmeros pensamentos da vítima para desculpabilizar a violência.
Neste sentido, a ideia de que agredir é sempre uma escolha da pessoa que usa a violência para se impor, controlar ou provocar medo e dano à vítima, encontra-se bem patente nesta campanha - que reforça o facto de não existirem desculpas para uma pessoa ser violenta com outra.
Recorde-se que a Rede Nacional de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica (RNAVVD) está presente em todo o país, sendo constituída por um conjunto de serviços e respostas especializados, gratuitos, vocacionados para o apoio às vítimas.
No 2º trimestre de 2023, a RNAVVD acolheu 1450 pessoas. Destas, 52% eram vítimas adultas (98% mulheres e 2% homens) e 48% eram dependentes a cargo (maioritariamente crianças e jovens que, por questões de segurança, acompanharam as suas mães).
De referir ainda que, em Portugal, a violência doméstica é um crime público que deve ser combatido e denunciado por cada pessoa.
Assim, para obter ajuda, denunciar ou pedir informações sobre violência doméstica, pode fazê-lo através do número de apoio - 800 202 148 e a Linha SMS 3060 - números gratuitos, disponíveis 7 dias por semana, 24 horas por dia.